Organizações estimam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas; avião da Força Aérea Brasileira deve trazer cidadãos repatriados neste domingo.
O cenário na Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24/6) é devastador. Neste domingo (28/6), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, atualizou o doloroso balanço da tragédia, confirmando que o número de vítimas fatais subiu para 1.450 — superando o dado anterior de 1.430 óbitos.
A força dos tremores deixou marcas profundas na infraestrutura do país vizinho. Ao todo, pelo menos 774 edificações foram atingidas pelos abalos: 189 prédios desabaram completamente e outros 585 sofreram danos estruturais parciais. A capital, Caracas, e a região litorânea de La Guaira concentram a maior parte da destruição.
O drama das famílias é amplificado pela incerteza. Enquanto as autoridades locais ainda não fecharam um balanço oficial de desaparecidos, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU projeta que cerca de 50 mil pessoas continuam sem dar notícias. Iniciativas da sociedade civil organizada, como a plataforma online Desaparecidos Terremoto Venezuela, monitoram cerca de 48 mil nomes sem contato, embora o sistema celebre o fato de que 14,5 mil pessoas reportadas inicialmente já foram localizadas com vida.
Socorro internacional e repatriação
A gravidade da situação mobilizou uma grande rede de solidariedade internacional, com forte protagonismo do Brasil. O governo brasileiro agiu rápido e enviou quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) carregadas com suprimentos médicos, insumos de saúde e equipes de socorro voluntárias, incluindo bombeiros militares especializados em buscas estruturais.
Além do apoio humanitário essencial aos venezuelanos, a missão brasileira também foca em salvar os nossos. Um dos aviões da FAB tem previsão de pousar em solo brasileiro ainda neste domingo (28/6), trazendo de volta um grupo de 15 cidadãos brasileiros que estavam em Caracas no momento do desastre e solicitaram repatriação.
O fenômeno que chocou a América do Sul ocorreu em um intervalo de meros 39 segundos na última quarta-feira, com dois tremores consecutivos de magnitudes impressionantes: o primeiro registrou 7,2 perto de San Felipe e o segundo atingiu 7,5 nos arredores de Yumare. Desde então, o país segue em estado de alerta e já enfrentou mais de 430 réplicas menores.
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