Um grave episódio de omissão e negligência no Colégio Militar Dom Pedro II (CMDPII), administrado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), tem gerado forte indignação entre pais e responsáveis. Na quarta-feira (6/5), um aluno sofreu uma perfuração de 2 milímetros na córnea após ser atingido no olho por um lápis arremessado por outro colega dentro da escola. No entanto, a forma como a instituição conduziu o socorro transformou o acidente em um caso de emergência médica.
Segundo os relatos, em vez de acionar imediatamente a família ou encaminhar a criança para um atendimento oftalmológico de urgência, a equipe do colégio apenas levou o menino à enfermaria. Lá, foi feita uma lavagem simples com soro fisiológico e o aluno foi liberado para ir para casa, sem que a direção fizesse qualquer comunicação formal aos responsáveis sobre a gravidade do que havia acontecido.
A ausência de informações fez com que a criança permanecesse por mais de 24 horas sentindo dores intensas. Houve perda de líquido ocular e o risco da lesão se agravar aumentou drasticamente durante esse período em que a família desconhecia a situação. O diagnóstico real só foi obtido quando os próprios pais perceberam a gravidade do quadro do filho e o levaram a um hospital. Devido à perfuração na córnea, o aluno precisou passar por uma cirurgia de emergência, recebendo dois pontos no globo ocular.
O caso provocou uma onda de revolta nos grupos de WhatsApp dos pais de alunos, que cobram mais transparência e segurança. “A escola foi negligente. Se uma unha quebra, os pais devem ser avisados, ainda mais um lápis no olho. Talvez se tivessem avisado no dia, não teria perdido líquido”, protestou um dos responsáveis em uma das mensagens.
A gestão do colégio, sob o comando do tenente-coronel Carlos Henrique dos Santos, vem sendo duramente criticada. Famílias acusam a direção de tentar “abafar” ocorrências internas para sustentar uma falsa imagem de ordem e normalidade, colocando a saúde e o bem-estar dos estudantes em risco.
Até a publicação desta reportagem, nem o Colégio Militar Dom Pedro II e nem o Comando do CBMDF haviam emitido qualquer nota oficial ou esclarecimento sobre o episódio, em seu portal cmdpii.com.br/noticias. O portal Candangada mantém o espaço aberto para que a instituição se posicione.

