Candangada

Grupo de hackers da Coreia do Norte rouba R$ 1,5 bilhão em criptomoedas no maior ataque do ano

Invasão à carteira digital da plataforma Kelpd e aos servidores da Layer Zero é atribuída ao grupo estatal Lázaros; recursos estariam financiando programa nuclear norte-coreano.

Um grupo de cibercriminosos associado à Coreia do Norte é apontado como responsável pelo roubo de aproximadamente US$ 290 milhões — o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão — em criptomoedas durante o último fim de semana. A ação, noticiada pelo portal especializado CoinDesk, já é considerada o maior ataque cibernético ao setor de criptoativos desde o início do ano e teve como alvo principal a carteira digital da ferramenta de investimentos online Kelpd.

Detalhes da Invasão Durante a ofensiva, os hackers comprometeram dois servidores de blockchain hospedados pelo aplicativo de tecnologia Crypto Layer Zero. A vulnerabilidade provocada pela invasão permitiu que os criminosos extraíssem da plataforma Kelpd um token de criptomoeda diretamente vinculado à rede Ethereum.

Em nota oficial, a Layer Zero informou que os indicadores preliminares do ataque apontam para a atuação de um “ator estatal altamente sofisticado”. A empresa destacou que o principal suspeito é o Grupo Lázaros (Lazarus Group), uma notória organização de hackers financiada pelo governo da Coreia do Norte.

Apesar da magnitude do incidente, a empresa de tecnologia buscou tranquilizar o mercado, afirmando que a violação foi isolada e que não há qualquer risco de contágio cibernético para outros ativos ou aplicativos hospedados em diferentes blockchains.

Financiamento do Programa Nuclear O roubo bilionário é o episódio mais recente de uma série de ataques virtuais sistemáticos patrocinados por Pyongyang. Investigações globais indicam que o governo norte-coreano utiliza seu sofisticado programa de crimes cibernéticos para lavar dinheiro e converter os ativos roubados no financiamento direto do desenvolvimento de suas armas nucleares.

A dimensão dessas operações foi evidenciada por um painel da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2024. Segundo o levantamento, estima-se que a Coreia do Norte já tenha se apropriado ilicitamente de mais de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões) em moedas virtuais desde o ano de 2017.

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