Estudante de 10 anos é vítima de agressão coletiva no Colégio Militar Dom Pedro II, na Asa Sul

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Caso ocorreu na tarde de terça-feira (28/4) e envolveu cerca de 10 alunos. Família registrou boletim de ocorrência e critica a conduta da instituição de ensino, gerida pelo CBMDF.

Um aluno de 10 anos foi alvo de agressões físicas por parte de um grupo de aproximadamente 10 crianças nas dependências do Colégio Militar Dom Pedro II, localizado na Asa Sul. O episódio ocorreu na tarde desta terça-feira (28/4), na instituição de ensino que está sob a gestão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Segundo relatos da mãe da vítima, o ataque aconteceu no momento da “acolhida”, período em que os estudantes aguardam na quadra esportiva antes de seguirem para as salas de aula.

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Ataque sem motivação aparente e tentativa de furto A denúncia aponta que o estudante foi abordado de forma abrupta enquanto ia buscar uma bola. De acordo com a mãe, as agressões ocorreram sem qualquer discussão prévia ou motivação justificável.

O relato descreve um cenário de violência aguda: a vítima foi derrubada, sofrendo chutes, tapas e uma joelhada no rosto, além de uma tentativa de enforcamento. O grupo também teria tentado roubar a carteira do menino, que caiu no chão durante o tumulto. As agressões só foram interrompidas com a chegada de uma coordenadora da escola.

Críticas à conduta da escola Apesar da gravidade do episódio, ocorrido por volta das 12h30, a família do estudante só foi notificada às 17h, no término do turno escolar. A genitora expressou forte indignação com o protocolo adotado pelo colégio, afirmando que o filho permaneceu exposto e em vulnerabilidade ao longo de toda a tarde.

O colégio encaminhou o garoto à enfermaria interna e, segundo a corporação, não foram constatadas lesões que exigissem encaminhamento hospitalar imediato. Após o atendimento de primeiros socorros, o aluno retornou à sala para acompanhar as atividades normais. “Eles foram muito sem preocupação com a segurança da criança. É absurda a falta de consciência”, desabafou a mãe.

Desdobramentos legais A família tomou medidas formais contra os agressores e avalia acionar a Justiça contra a instituição de ensino.

Posicionamento do CBMDF Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros Militar do DF informou que a escola prestou o acolhimento imediato ao aluno. A corporação destacou que a gestão do colégio já agendou um atendimento presencial com a mãe da vítima para a tarde desta quarta-feira (29/4), a fim de prestar os esclarecimentos necessários.

O CBMDF ressaltou, por fim, que a instituição “não compactua com qualquer forma de violência” e garantiu estar à disposição das autoridades competentes e da família para a apuração completa e o total esclarecimento dos fatos.

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