Segundo a Polícia Militar, a permissão para os atos foi concedida pela ordem em que os pedidos de interdição da Avenida Paulista foram protocolados.
O pedido do grupo “Patriotas do QG” para a realização de um ato na Avenida Paulista, coração de São Paulo, neste 1º de maio, foi protocolado com impressionante visão de longo prazo: quase dois anos de antecedência, em setembro de 2024. A iniciativa, liderada por Paulo Kogos, que se define como anarcocapitalista e católico em firme oposição à esquerda política, pegou de surpresa as tradicionais centrais sindicais.
A manobra estratégica frustrou os planos de movimentos como a CSP-Conlutas, que precisou recuar. Durante reuniões de planejamento, a Polícia Militar de São Paulo foi categórica: para evitar tensões e respeitar a ordem dos protocolos, se houvesse tentativa de ocupação do entorno da Paulista pelas centrais sindicais, o Batalhão de Choque seria acionado para desobstrução da via e o Ministério Público entraria no caso.
Sem o seu tradicional palco na Paulista, parte dos grupos sindicais optou por unificar seus eventos ou recuar para a Praça Roosevelt, também no centro da capital.
A notícia rapidamente se espalhou. Fãs e seguidores foram à loucura nas redes sociais, celebrando a articulação. O próprio Paulo Kogos tem utilizado seu blog pessoal para fazer postagens exaltando o sucesso da “paralisação” da esquerda no Dia do Trabalhador, marcando uma vitória simbólica e territorial significativa.
A expectativa inicial do movimento na via era reunir cerca de 35 mil pessoas, consolidando o espaço para o ativismo contra a esquerda e deixando os sindicatos sem um de seus principais cartões-postais para a data.

