Acordo vira fumaça: EUA atacam alvos do Irã em Ormuz após quebra de cessar-fogo

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Operação militar ordenada por Donald Trump atinge infraestrutura de mísseis e drones; conflito na rota crucial do petróleo mundial volta a acender o alerta na Candangada e no mundo

A trégua que trazia um respiro para a geopolítica global durou pouco. Neste sábado (27/6), as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra posições estratégicas do Irã nos arredores do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a operação militar, destacando que a ação seguiu ordens diretas do presidente Donald Trump como uma reação contundente às recentes investidas iranianas.

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A ofensiva norte-americana mirou pontos sensíveis da estrutura militar do Irã, incluindo depósitos de drones, bases de defesa aérea, sistemas de comunicação e centros de vigilância.

O estopim para o retorno dos combates foi um ataque com drone na última quinta-feira (25/6) contra um navio comercial, que teria violado o cessar-fogo inicial firmado em abril e reforçado por um acordo de 14 pontos estabelecido há apenas 10 dias, em 17 de junho. O clima azedou de vez neste sábado quando, após a primeira resposta dos EUA na sexta-feira, as forças iranianas revidaram bombardeando o navio-tanque M/T Kiku, que navegava com bandeira do Panamá carregando mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto.

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A rota que mexe com o bolso de todos A escalada de tensão na região preocupa mercados financeiros globais e faz a Candangada acender o alerta por aqui, já que o Estreito de Ormuz é a principal artéria do petróleo no planeta. Em tempos de normalidade, cerca de 20% a 25% de todo o combustível consumido no mundo passa por aquele canal marítimo — qualquer bloqueio prolongado tem potencial para desencadear um efeito dominó nos preços das bombas de combustível mundo afora.

O pacto de 14 pontos assinado no meio do mês previa justamente o fim das operações militares, o respeito mútuo à soberania, a reabertura do estreito e o livre trânsito das embarcações comerciais. No entanto, divergências sobre a cobrança de taxas de travessia — com Trump exigindo passe livre e o Irã reivindicando o direito de pedágio — já indicavam que o entendimento caminhava em terreno instável.

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Apesar do fogo cruzado e do clima de guerra, o exército norte-americano declarou que o trânsito de navios cargueiros e petroleiros pela região continua acontecendo e reforçou que as equipes na área “permanecem vigilantes, letais e prontas”.

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