O eleitor de Brasília tem memória curta? É o que muitos políticos esperam quando aprovam projetos controversos. Mas a fatura da irresponsabilidade chega, e no caso da operação envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, essa conta tem nome, sobrenome e partido.
A polêmica aquisição não foi apenas um negócio de risco: ela gerou uma dívida bilionária que recai diretamente nas costas do contribuinte do Distrito Federal. E isso só foi possível graças ao aval da Câmara Legislativa (CLDF).
A tramitação desse rombo ocorreu em dois momentos cruciais, e a população precisa saber exatamente quem apertou o botão “SIM” em cada um deles:
1. Votação da Aquisição do Banco Master (Agosto de 2025)
O projeto de lei principal relacionado ao Banco Master no Distrito Federal (PL 1.882/2025), idealizado pelo poderio executivo local comandado por Ibaneis Rocha e Celina Leão, que autorizou o BRB (Banco de Brasília) a adquirir 49% das ações do Banco Master foi aprovado em regime de urgência. O placar foi de 15 votos a favor e 7 contra no primeiro turno, e 14 a 7 no segundo turno.
Deputados que votaram SIM (A favor da compra):
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Doutora Jane (MDB/Agir)
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Eduardo Pedrosa (União Brasil)
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Hermeto (MDB)
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Iolando (MDB)
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Jaqueline Silva (MDB/Agir)
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João Cardoso “Professor Auditor” (Avante)
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Jorge Vianna (PSD)
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Martins Machado (Republicanos)
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Pastor Daniel de Castro (PP)
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Pepa (PP)
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Robério Negreiros (PSD)
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Rogério Morro da Cruz (PRD/PMN)
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Roosevelt Vilela (PL)
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Thiago Manzoni (PL) – Votou a favor no 1º turno, mas se ausentou no 2º turno.
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Wellington Luiz (MDB)
Nota: Os deputados Daniel Donizet (MDB) e Joaquim Roriz Neto (PL) estavam licenciados por motivos médicos e não participaram desta votação.
2. Votação do Pacote de Socorro Bilionário (Março de 2026)
Após o Banco Central apontar que o BRB descumpriria regras de solvência devido à compra de títulos podres associados ao Master, o Governo do Distrito Federal enviou um novo projeto autorizando a transferência e venda de nove imóveis públicos (avaliados em bilhões) para injetar capital no BRB e evitar sua liquidação.
A medida foi aprovada com 14 votos a favor e 10 contrários.
Deputados que votaram SIM (A favor do socorro com imóveis públicos):
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Daniel Donizet (MDB)
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Doutora Jane (Republicanos/Agir)
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Eduardo Pedrosa (União Brasil)
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Hermeto (MDB)
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Iolando (MDB)
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Jaqueline Silva (MDB)
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Joaquim Roriz Neto (PL)
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Jorge Vianna (PSD)
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Martins Machado (Republicanos)
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Pastor Daniel de Castro (PP)
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Pepa (PP)
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Robério Negreiros (PSD)
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Roosevelt Vilela (PL)
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Wellington Luiz (MDB)
O Placar do Endividamento
Como detalhado em nosso infográfico, parlamentares como Roosevelt Vilela (PL), Doutora Jane (MDB) e Eduardo Pedrosa (União Brasil), entre diversos outros nomes da base governista, foram favoráveis não apenas à aquisição, mas também ao pacote de socorro posterior.
A Resposta é o Voto
O papel do jornalismo independente é conectar os fatos à realidade do cidadão. Quando os recursos do DF são direcionados para tapar buracos de transações bancárias duvidosas em vez de financiar saúde, educação e infraestrutura, a única defesa real da população acontece nas urnas.

