Itamaraty tem posição pró-EUA no 5G

Itamaraty tem posição pró-EUA no 5G

O novo Ministro das Comunicações Fábio Faria , genro de Silvio Santos e Deputado Federal, terá papel relevante na escolha de tecnologia para 5G.

Há duas vertentes em jogo: uma voltada para a tecnologia americana e a outra voltada a tecnologia chinesa. Na verdade, nem tão voltada a tecnologia chinesa, mas temerosa nos prejuízos econômicos que uma decisão que tire a China da disputa pode causar às exportações brasileiras. Afinal, a China é o maior comprador de produtos agropecuários brasileiros. A ala militar vê com desconfiança qualquer um dos lados, com preocupação à soberania da Nação em jogo.

Na batalha existente entre EUA e China e o Brasil deve escolher um lado. Para o Itamaraty (e talvez da maioria da população brasileira) o dos americanos.

É relevante lembrar que o capital chinês vem sendo bastante empregado para comprar empresas endividadas em consequência do vírus chinês. Diversos órgãos de imprensa vêm fazendo parcerias com empresa de comunicação estatal chinesa.

A recriação do Ministério das Comunicações tem relação com a luta interna travada no Governo nas últimas semanas. No mês passado, um encontro com os ministros Braga Netto (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Tereza Cristina (Agricultura), e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) ocorreu para que representantes do Ministério das Comunicações apresentassem um resumo dos estudos da pasta sobre o assunto. 

Em nota, o Itamaraty afirmou que “o ministro das Relações Exteriores não emitiu parecer sobre o tema. O Itamaraty participa de processo de coordenação interministerial sobre a questão 5G, conduzido pela Casa Civil, e nesse contexto apresenta elementos e considerações a respeito. Tratando-se de processo interministerial em andamento, o Itamaraty não fará comentários individualmente.”

Uma possível solução seria aguardar o resultados das eleições americanas para, só depois da reeleição do Presidente Donald Trump, tomar alguma decisão.

Nas redes sociais, o Presidente Bolsonaro escreveu:

“Pode ter certeza que faremos o melhor negócio levando em conta vários aspectos, não apenas o econômico. O barato nem sempre é o melhor”.

“Vamos atender os requisitos da soberania nacional, da segurança de informações, da segurança de dados e também da nossa política externa.”